Onde estamos

A Área de Proteção Ambiental Costa de Itacaré/Serra Grande possui, aproximadamente, 56 mil hectares, dentro dos quais se localizam os núcleos urbanos do município de Itacaré (e do distrito de Taboquinhas), assim como o núcleo urbano de Serra Grande, o qual pertence ao município de Uruçuca. Além desses núcleos urbanos, existem dezenas de comunidades rurais espalhadas por toda a região, entre assentamentos rurais, remanescentes de quilombos e posseiros.

A nossa APA detém um patrimônio natural singular, composto por um mosaico de florestas, fazendas de cacau, pequenas propriedades de agricultores tradicionais, rios, cachoeiras e praias. Esse mosaico está inserido no corredor central da Mata Atlântica e, segundo o “I Workshop da Mata Atlântica”, organizado pelo Ministério do Meio Ambiente em 1999, esta região é de prioridade máxima para a conservação, por apresentar altíssima biodiversidade e elevado grau de endemismo.

CLIQUE AQUI e assista ao vídeo “Estudo Conduru” (realização: SEMA-DUC; produção: Roberto Barreto; edição: Marcus Maia).

A APA também é zona de amortecimento do Parque Estadual Serra do Conduru-PESC, uma unidade de proteção integral, criada em 1997, como contrapartida da construção da Rodovia BA-001 Ilhéus/Itacaré. O Parque do Conduru possui uma área de, aproximadamente, 9.000 hectares que protege remanescentes singulares de Mata Atlântica, e as nascentes dos principais rios da região. Os remanescentes florestais primários, existentes no interior do PESC, são resultantes de dezenas de milhares de anos de evolução. A flora local possui uma diversidade biológica fantástica, e alto grau de endemismo. Além do riquíssimo patrimônio natural, o Parque do Conduru possui importância estratégica para o turismo da região, principalmente para fomentar as atividades ligadas ao ecoturismo.

Neste ambiente de belíssimas paisagens, clima agradável e de uma cultura particularmente rica, o turismo se estabeleceu rapidamente após a pavimentação da Rodovia BA-001 (Ilhéus/Itacaré) e, atualmente, se constitui na principal atividade econômica da região; sendo que milhares de moradores locais dependem, direta ou indiretamente, do turismo para lhes garantir emprego e renda. Apesar do grande potencial turístico, da diversidade de atrativos naturais, e das centenas de equipamentos turísticos aqui instalados (alguns de alto padrão), a APA ainda precisa superar muitos desafios para transformar essa indústria num amplo vetor de desenvolvimento socioeconômico, aliado à conservação ambiental.

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Do ponto de vista socioambiental, a APA Costa de Itacaré/Serra Grande apresenta uma realidade, no mínimo, preocupante. Na zona rural, aproximadamente, mil famílias de agricultores tradicionais vivem em condições precárias e de vulnerabilidade social. Os agricultores são, em sua grande maioria, analfabetos, ou com pouca escolaridade. A maioria não possui os títulos das propriedades, não contam com orientação técnica para produzir, não possuem recursos para investir na produção agrícola, e suas habitações são precárias e desprovidas de saneamento básico. A sobrevivência destas famílias vem através da agricultura de subsistência, baseada no corte e na queima da floresta; além das atividades ilícitas, como a extração de madeira, caça indiscriminada e comércio de animais silvestres. Este quadro tem se constituído numa séria ameaça à conservação dos remanescentes florestais, à biodiversidade e aos recursos naturais; também tem contribuído, de forma significativa, para as emissões de CO2, que por sua vez agravam os efeitos do aquecimento global e das mudanças climáticas.

Nos centros urbanos, especialmente de Itacaré (o coração turístico da APA), a realidade social e ambiental não é muito diferente, pois, tão pouco se encontravam preparados para enfrentar as exigências imediatas da indústria do turismo, que pressionam os serviços de saneamento básico, coleta e tratamento do lixo, abastecimento de água, segurança e saúde públicas. Paralelamente, o funcionamento precário do ensino público, associado à ausência de capacitação profissional dos moradores, tem lhes dificultado o acesso ao mercado de trabalho, principalmente, para os jovens que ficam vulneráveis às atividades ilícitas. Tais fatos se constituem numa séria ameaça à estabilidade social desses centros urbanos, com reflexos diretos sobre a qualidade do destino turístico.

É neste cenário de riquíssima biodiversidade, abundantes recursos naturais, de forte instabilidade social e pressão ambiental que, em 2007, foi constituído o Movimento Mecenas da Vida. Através da relação Turismo & Sustentabilidade, a instituição busca construir, com os diversos atores locais, novas práticas cooperativas para promover a democratização da conservação ambiental, o desenvolvimento humano/socioeconômico das populações locais, e a qualificação do destino turístico.

 



Trabalhamos para democratizar a conservação ambiental e integrá-la ao desenvolvimento humano.

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