Consumo de carne

VOCÊ MUDARIA SEU HÁBITO ALIMENTAR PARA AJUDAR O NOSSO, O SEU, PLANETA?

Catástrofe ambiental, aquecimento global, perda da biodiversidade, mudanças climáticas… De onde surgiram essas crises? Elas não surgiram! Elas são o resultado da repetição, ao longo de décadas, de hábitos de consumo coletivos e individuais predatórios, mas abençoados pela lógica de mercado e por uma cultura de hiperconsumismo que negam, sistematicamente, sua conexão com o caos instaurado.

Entre esses hábitos perniciosos, arraigados na sociedade moderna, está o consumo indiscriminado de carne. A atual manutenção em “estoques vivos” de 30 bilhões de aves, peixes e mamíferos de dezenas de espécies, exerce uma tremenda e inédita pressão sobre todos os ecossistemas. Cada um desses animais, assim como cada um dos 7 bilhões de humanos, demanda sua porção de terra, água, comida e energia preponderantemente fóssil.

Cada hambúrguer, fillet, nugget, salsicha e lata de atum provoca um impacto, e um respectivo custo ambiental, que aproximam a aventura do homem na Terra da bancarrota ecológica.

As coisas podem ter custos econômicos, culturais, sociais, estéticos, ambientais, morais… E a produção de carne gera vários tipos de custos. Segundo estudos científicos e dados oficiais, no Brasil, em média, um quilo de carne bovina é responsável por:

  • 5 mil litros de água doce limpa.
  • Emissão de CO2 e de metano diretamente na atmosfera.
  • Despejo de boro, fósforo, mercúrio, bromo, chumbo, arsênico, cloro entre outros elementos tóxicos provenientes de fertilizantes e defensivos agrícolas, que se infiltram no solo e atingem os lençóis freáticos.
  • Descarte de sangue, urina, gordura, vísceras, fezes, ossos e outros que chegam aos rios e oceanos depois de contaminarem solo e aqüíferos.
  • Consumo de energia elétrica e combustíveis fósseis.
  • Despejo no meio ambiente de antibióticos, hormônios, analgésicos, bactericidas, inseticidas, fungicidas, vacinas e outros fármacos.
  • Liberação de óxido nitroso que é 300 vezes mais prejudicial que o CO2.
  • Pesados encargos para os cofres públicos com tratamentos de saúde decorrentes da contaminação gerada pela pecuária.
  • Gastos do poder público com infra-estrutura e saneamento necessário para equilibrar os danos causados pela pecuária.
  • Custos dos incentivos fiscais e subsídios concedidos pelos governos para a atividade pecuária.

Veja quantos litros de água (recurso natural precioso) são usados para produzir 1Kg de alimentos:

  • 1kg Tomate: 39 litros
  • 1kg Trigo: 42 litros
  • 1kg Batata: 48 litros
  • 1kg Feijão: 195 litros
  • 1kg Leite: 222 litros
  • 1kg Ovos: 932 litros
  • 1kg Frango: 1.397 litros
  • 1kg Porco: 2.794 litros
  • 1kg Boi: 8.931 litros

Segundo o Instituto CEPA, 1 boi precisa de 1 a 4 hectares de terra e produz, em média, 210 Kg de carne, no período de 4 a 5 anos. Enquanto que, no mesmo tempo, e na mesma quantidade de terra produz-se, em média:

  • 08 ton de feijão
  • 23 ton de trigo
  • 35 ton de cenoura
  • 19 ton de arroz
  • 32 ton de soja
  • 44 ton de batata
  • 22 ton de maça
  • 34 ton de milho
  • 56 ton de tomate

No Brasil, o impacto ambiental da pecuária sobre o solo é fora de série. Nossos rebanhos já contabilizam 200 milhões de cabeças e ocupam mais de 250 milhões de hectares, quase 1/3 do território nacional. Florestas e cerrados são devastados para formar pastos e monocultura de grãos, posteriormente destinados a virar ração. A consequência dessa devastação é a perda da biodiversidade.

Na nossa cultura, a natureza é vista como uma grande fábrica, como parte produtiva do todo. Acontece que as peças dessa engrenagem estão quebrando e não há reposição. Evoluímos no plano técnico e quase nada no plano ético. Pela primeira vez, a sociedade humana, como um todo, se dá conta da enrascada em que se meteu, e se vê obrigada a repensar – e reinventar! – o padrão insustentável de consumo que o capitalismo das grandes empresas lhe impõe maciçamente.

É preciso deixar claro que o consumo de carne não é o único, nem sequer o principal responsável, pelas mazelas ambientais que a espécie humana tem causado ao planeta. Mas, certamente, é um dos principais! E esse fator diz respeito, única e exclusivamente, à escolha de cada um. A decisão de incluir carne (de qualquer tipo de animal) em seu cardápio diário está ao seu alcance e, em última instância, só depende de você.

AQUI algumas dicas de receitas gastronômicas da campanha “segunda sem carne“, da SVB-Sociedade Vegetariana Brasileira.

Mudar hábitos é mesmo difícil, pois hábitos e costumes se comunicam, profundamente, com o nosso aspecto cultural, até com o nosso sentido de religiosidade e com as nossas lembranças uterinas. Contudo, diante do instinto de sobrevivência, tudo pode ser reprogramado, se assim entendermos e aceitarmos. Precisamos entender e aceitar que vivemos num Planeta de recursos esgotáveis; sem essa compreensão, dentro de algumas poucas décadas, estaremos diante da equação da sobrevivência – se é que já não iniciamos esse ensaio.


Fonte: SVB-Sociedade Vegetariana Brasileira.


 



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