09.out.2008
Entendendo a neutralização das emissões de dióxido de carbono – CO2
O processo do aquecimento global está diretamente ligado ao aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Tal concentração se faz através da emissão do CO2 (dióxido de carbono) proveniente, principalmente, da queima de combustíveis fósseis, e do desmatamento e queimada das florestas.
Diante da crescente escalada do aquecimento global, torna-se imprescindível, o mais rápido possível, reduzir a concentração de dióxido de carbono na atmosfera do planeta. Contudo, além da redução das emissões desse gás, também é possível realizar a neutralização. Nesta modalidade existe uma compensação para as emissões de CO2 feitas nos processos industriais, atividades corporativas, eventos e atividades humanas em geral. Uma das formas de “neutralizar” essas emissões é plantar árvores — que fixarão o dióxido de carbono durante seu crescimento através da fotossíntese.
A retirada de CO2 da atmosfera acontece naturalmente, através do processo da fotossíntese, no qual as plantas clorofiladas absorvem o CO2 para sintetizar moléculas de carboidratos. Uma parte dos carboidratos produzidos é utilizada como energia no metabolismo da planta, e a outra é destinada à produção da biomassa: raízes, tronco, galhos e folhas. Quimicamente, o processo da fotossíntese é representado da seguinte forma:
6H2O + 6 CO2+ energia solar = C6H12O6 + 6O2
A capacidade de absorção de CO2 por uma planta depende de vários fatores bióticos e abióticos, tais como: temperatura ambiente; luminosidade; precipitação e distribuição pluviométrica; fertilidade, textura e porosidade do solo; e do potencial de crescimento da espécie. Existem espécies que podem atingir grande porte e, conseqüentemente, fixar um considerável volume de CO2 , enquanto outras são de pequeno porte, cujo estoque de CO2 é relativamente menor.